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AS CIDADES DO FUTURO: INTELIGENTES E HUMANAS

A internacionalização é uma importante vertente para o desenvolvimento das cidades. Trata-se de um processo cuja finalidade é alcançar a melhoria das condições de vida da população local, a partir de instrumentos disponíveis no contexto internacional.

Estamos vivendo um período de ruptura tecnológica que tem gerado profundas mudanças em nossa sociedade e, observa-se que, o impacto dessas mudanças contribuem para o início de uma nova forma de analisar os problemas sociais, um novo modelo de governança e uma maior interação entre o emaranhado de atores que constituem essas localidades.

É por este motivo que as estratégias de internacionalização devem ser integradas, envolvendo o governo, a sociedade, a iniciativa privada e a academia. Dessa forma, é possível criar ecossistemas inovadores que geram oportunidades para todos os setores.

Pensando essas estratégias dentro do conceito de cidades inteligentes e humanas, verifica-se que o caminho a ser trilhado por milhares de cidades se baseia na constituição de uma infraestrutura tecnológica e de conhecimento. De acordo com a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, essa estrutura tecnológica pode ser viabilizada por meio de parcerias público-privadas.

Por sua vez, no que concerne a infraestrutura de conhecimento, será preciso usufruir de todos os ambientes de formação disponíveis que tenham os principais avanços tecnológicos alcançados até o momento. De modo complementar, é de suma relevância que haja uma ampla divulgação dos projetos de internacionalização de cidades como forma de compartilhar oportunidades para a sociedade e garantir o apoio popular.

O conceito de cidades humanas se baseia na apropriação das tecnologias disponíveis por parte da população. Pois, apenas a integração das soluções tecnológicas com as informações que elas geram não fornece todas as condições necessárias para o desenvolvimento das cidades.

Assim, é preciso que as cidades fortaleçam culturalmente e intelectualmente sua população, para que esteja pronta para o desenvolvimento gerado pela internacionalização e atue como fomentadora desse processo, deixando um legado que perpassa gerações.

As cidades do futuro, portanto, serão aquelas que apesar de terem alcançado um avanço tecnológico inimaginável até o momento, vão contar com a participação direta das pessoas no processo de criação de soluções inovadoras e sustentáveis.

Laís Fagundes. Analista Internacional. Especialista em Direito Internacional e Estudos Diplomáticos pelo CEDIN.

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