Trump inicia o ano de 2018 com uma política externa agressiva

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As manifestações de uma política externa agressiva por parte do Presidente norte-americano tiveram início, na terça-feira, dia 02 de janeiro, quando Trump, por meio do Twitter, começou uma série de postagens que visavam pressionar os regimes do Irã, do Paquistão, da Palestina e da Coreia do Norte.

Trump atacou o regime dos aiatolás da República Islâmica do Irã e criticou o acordo nuclear. “O povo do Irã está finalmente agindo contra o regime brutal e corrupto. Todo o dinheiro que o presidente Obama lhes deu de maneira insensata foi para o terrorismo e para os bolsos deles. As pessoas têm pouca comida, muita inflação e carecem de direitos humanos. Os Estados Unidos estão vigiando!”, tuitou.

O Presidente dos EUA, além disso, ameaçou cortar ajuda ao Paquistão, aliado de longa data do país, devido à desconfiança em relação à Islamabad, acusando os paquistaneses de apoiar grupos terroristas e de tratar os EUA com desprezo. “Os Estados Unidos proporcionaram de forma estúpida mais de 33 bilhões de dólares ao Paquistão nos últimos 15 anos e eles nos deram apenas mentiras e falsidades, fazendo nossos líderes de idiotas”, tuitou Trump.

 

Sobre os Palestinos, o presidente norte-americano afirmou, em referência aos mais de 500 milhões de dólares que Washington destina de diferentes maneiras aos territórios da Palestina, que “[…] Pagamos centenas de milhões de dólares por ano aos palestinos e não recebemos apreço nem respeito. Eles não querem sequer negociar um tratado de paz com Israel […] por que temos de fazer esses pagamentos maciços?”.

Em relação à Coreia do Norte, a motivação para a resposta de Trump veio das declarações feitas, na segunda-feira, pelo líder da Coreia do Norte. Kim Jong-um aproveitou-se de um discurso, cujo eixo principal era a participação da delegação do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, para afirmar o êxito do poder bélico coreano na corrida armamentista, consolidando-se como um Estado nuclear com um “forte poder” de dissuasão. “Todos os Estados Unidos estão ao alcance de nossas armas nucleares, e um botão nuclear está sempre sobre minha mesa. Essa é a realidade, não uma ameaça”, afirmou Kim Jong-um durante sua fala.

Na quarta-feira, dia 03 de janeiro, Donald Trump rebateu as enunciações feitas pelo líder da Coreia do Norte, afirmando no Twitter que “Kim Jong-un disse que o ‘botão nuclear está sobre sua mesa o tempo todo’. Alguém desse regime debilitado e faminto pode avisar a ele que eu também tenho um botão, mas que o meu é muito maior e poderoso, e que o meu funciona?”.

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Autora: Ana Carolina Vasconcelos Leal Muniz

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