Louvre Abu Dhabi, a inauguração da filial árabe do museu parisiense

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Apesar do atraso gerado pela crise econômica de 2008 e agravado pela desvalorização do petróleo, a partir de 2014, após dez anos de colaboração entre a França e o Emirado de Abu Dhabi, o Louvre Abu Dhabi, de Jean Nouvel, será inaugurado no dia 11 de novembro ao público. Localizada na Ilha de Saadiyat e cercada pelo mar, a obra conta com vinte e três galerias e espaços expositivos permanentes, um Museu Infantil, um anfiteatro e um centro de pesquisa. O projeto foi concebido como uma “cidade museológica”, combinando a arquitetura tradicional árabe com projeto contemporâneo de engenharia energética de ponta.

Fonte: El País

O acervo do Museu terá 600 obras adquiridas pelo governo emirati e, treze museus franceses, incluídos o Louvre de Paris, o Museu D’Orsay e o Palácio de Versalles, doarão também até 300 obras durante o primeiro ano. Entre elas estão os quadros “La Belle Ferronnière”, de Da Vinci, cedido pelo Louvre; um autorretrato de Van Gogh do d’Orsay; e um globo de Vincenzo Coronelli, parte do acervo da Biblioteca Nacional da França.

Jack Lang, Ministro da Cultura da França em 1981, declarou que o Louvre de Abu Dhabi será bem mais universal que o de Paris: “É uma oportunidade para abrir a ideia de um museu a diferentes continentes e civilizações”.

O próprio projeto arquitetônico do Museu é a sua grande atração. O arquiteto Jean Nouvel, que desenhou a cobertura, declarou que para ele o melhor da arquitetura árabe é unir a geometria e a luz, por isso o “sol se filtra pela cúpula como uma chuva de luz delicada e protetora refletindo a interação constante de luzes e sombras no país”. A insigne atração tem 180 metros de diâmetro, apresenta uma “geometria horizontal radial e um material têxtil perfurado aleatoriamente, proporcionando sombra pontuada por feixes de sol” e é composta por oito camadas de formas geométricas arabescas, que são “uma reminiscência das folhas de palmeiras sobrepostas dos oásis dos Emirados Árabes Unidos”.

Fonte: El País

Sobre a representatividade do Museu, Jean Nouvel continuou: “O Louvre Abu Dhabi incorpora um programa excepcional no sentido literal da palavra. Sua vocação é agora expressar o que há de universal ao longo dos tempos. Sua arquitetura o torna um lugar de convergência e correlação entre o imenso céu, o horizonte do mar e o território do deserto. Seu domo e cúpula imprimem no espaço a consciência do tempo e do momento por meio de uma luz evocativa de uma espiritualidade própria”.

 

Autora: Ana Carolina Vasconcelos Leal Muniz

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