99, o primeiro unicórnio brasileiro

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A plataforma chinesa de transporte Didi Chuxing, considerada a “Uber da China”, na quarta-feira, dia 03 de janeiro, assumiu o controle do aplicativo de transporte 99, tornando a startup brasileira a primeira empresa nacional ao patamar de “unicórnio”,  um jargão dos fundos de investimento que nomeia uma companhia avaliada em mais de 1 bilhão de dólares.

A Didi, que havia investido US$ 100 milhões na 99 em janeiro do ano passado, comprou as fatias detidas pelos fundos Riverwood Capital, Monashees, Qualcomm Ventures, Tiger Global e pela japonesa Softbank. Nessa transação, apesar de as empresas não confirmarem o valor do negócio, a companhia chinesa avaliou o valor da 99 em 1 bilhão de dólares.

Ariel Lambrecht, um dos fundadores da 99. Fonte: IstoÉ

Segundo o grupo chinês, a compra da 99 marca “uma nova etapa em sua estratégia internacional e na sua ambição de se expandir no mercado sul-americano”. “A internacionalização é nossa prioridade”, disse o diretor-geral da empresa, Cheng Wei. Enquanto isso, Peter Fernandez, o CEO da 99, afirmou ao jornal Financial Times que está confiante de que “fazer parte da Didi Chuxing vai aumentar muito nossa capacidade de expandir nossos serviços pelo Brasil para oferecer melhorias aos usuários, motoristas e cidades”.

A genialidade e importância das startups no Brasil é demonstrada por meio da existência de outros candidatos ao posto de unicórnio, como Quinto Andar, PSafe, GuiaBolso e Easy Taxi; e, também, por meio da avaliação de um polo de tecnologia em Belo Horizonte como um ambiente de inovação inspirado no Vale do Silício norte-americano.

Os jovens empreendedores na capital mineira concentraram a formação do polo, inicialmente, no bairro de São Pedro, entretanto, as atividades já se espalham por toda a cidade – de acordo com o site do grupo, são mais de 100 startups, que já atraem investimento internacional. Outro evento importante para a consolidação do polo tecnológico foi a presença do Google, que instalou em BH seu único centro de inovação na América Latina ao comprar, há oito anos, a startup mineira Akwan, fundada por professores da UFMG, e transformá-la na base do seu time brasileiro.

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Autor: Ana Carolina Vasconcelos Leal Muniz

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